Depressão x atividade física

Publicado em Dicas, por Redação K10 em 29/05/2017


A depressão é considerada o mal do século! Seus sintomas são humor deprimido, perda de interesse ou prazer, sentimentos de culpa e fracasso, baixa autoestima, alterações no sono e apetite, baixa energia, fadiga e dificuldade de concentração. Porém, para que haja um diagnóstico médico dessa doença (sim, doença. Não é frescura!) é necessário uma quantidade específica de sintomas e eles têm que fazer parte da vida da pessoa por um determinado tempo, provocando prejuízos como perdas de dias de trabalho, do emprego, de relacionamentos, da qualidade de vida. Ou seja, se sentir triste algumas vezes é normal, faz parte da vida, não significa que você está doente.

Num Fórum Internacional de Atividade Física e Saúde em 2011 uma palestrante iniciou sua fala com a seguinte frase: "Vocês já sabem dos benefícios da atividade física do pescoço para baixo, estou aqui para falar de seus maravilhosos benefícios do pescoço para cima". Pois é, sair do sedentarismo não é somente questão de saúde física ou de estética, é também questão de saúde mental!

Nós não fomos feitos geneticamente para ficarmos parados! O mesmo acontece com o nosso cérebro, que libera substâncias para a manutenção do nosso organismo. O exercício físico aumenta a quantidade de neurotransmissores importantes como a acetilcolina, noradrenalina, endorfina, serotonina e dopamina que possuem efeitos antidepressivos. A depressão está ligada a diminuição dessa atividade cerebral.

Os exercícios físicos ajudam a diminuir a velocidade do envelhecimento (se realizados na medida certa!) e ajudam a prevenir doenças mentais. Para quem já possui a doença, agem como auxiliar no tratamento e previnem recaídas. Quem tem ou teve um episódio de depressão tem 50% de risco de recaída. Com dois episódios, o risco aumenta para 70% a 80%. Com três, o risco ultrapassa 90%. Então é extremamente necessário investir na prevenção. Ou seja, a atividade física é considerada um "remédio" (sim, nesse caso funciona como tal!) que complementa o uso de medicamentos e/ou psicoterapia. Porém, é necessário que seja realizado de forma regular, caso contrário não surtirá efeito!

Os resultados aparecem entre 6 a 8 semanas após o início dos exercícios regulares. O treinamento aeróbico e de força melhoram a cognição (memória, atenção, função executiva, capacidade de planejar), a velocidade de reação, a força muscular, a qualidade do sono e contribui para a integridade do sistema cardiovascular e do cérebro.

Determinação é o ponto chave para iniciar. O benefício para a sua saúde depende apenas de você. Busque alguma inspiração para se manter motivada e permanecer no caminho certo. Variar os tipos de exercícios a serem praticados ou o lugar de pratica-los, buscar atividades em grupo ou a companhia de alguém especial para você pode contribuir para que você não desista.

Dedique um tempo para cuidar de você, você é o que mais importa nesse momento! Trinta minutos de atividades moderadas, pelo menos três vezes por semana, já são suficientes para o "pontapé inicial". Busque o equilíbrio entre sua mente e seu corpo. Alguém se lembra da frase "mente sã, corpo são"? Então, ela existe para nos lembrar que a nossa mente domina o nosso corpo!

A Organização Mundial da Saúde classifica a depressão como um transtorno mental que possui incidência duas vezes maior em mulheres, não havendo relação com classe social, etnia e nível educacional. E de acordo com a sua previsão, em 2020 a depressão será a segunda maior causa de incapacidade e perda da qualidade de vida, superando patologias como o câncer e ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares.

Então que tal ficarmos de fora desta estatística? Vamos nos movimentar? O primeiro passo tem que ser dado, mas será um passo de cada vez! Não queira abraçar o mundo para não se frustrar depois! Mexam-se, não importa como e nem a idade! Lembrem-se: o importante é não ficar parado!
 


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